Lidar com birras à refeição

Birras às refeições nunca mais. 6 estratégias infalíveis que vai querer conhecer!

Por vezes, a hora da refeição pode ser tudo menos fácil e tranquila. Na verdade, muitos pais referem-se a este período como sendo de grande stress. Para ajudar, deixo-lhe 6 estratégias para que possa, progressivamente, revolucionar a hora da refeição em sua casa.


Possivelmente não é algo que gostasse de ler, mas é mesmo verdade. O primeiro passo é aceitar que os seus filhos têm com a comida uma relação diferente daquela que gostaria que eles tivessem. Se estiverem em forma, a vender saúde, cheios de energia e gostam pouco de comer, isso quer dizer que estão em forma, a vender saúde, cheios de energia e que gostam pouco de comer. Só isso. O que é curioso é que se formos a ver, o pai ou a mãe também eram difíceis nisto das refeições. Confirma?

Para que os seus filhos comam aquilo que deseja que eles comam não existem grandes truques - tem de dar o exemplo e comer de tudo. Mas não é só no comer. Também é no não comer. E não se come entre as principais refeições. Porquê? Porque não pode esperar que uma criança coma de tudo se comeu um pão com queijo 1 hora antes.

É incrível ver a criança a tornar-se mais flexível quando lhe damos coisas boas e apetitosas para comer. E essas coisas podem ser um peixe cozido, um puré de batata e umas mini cenouras cozidas. Tem é de ser bem feito, por isso, espreite sites e experimente os melhores truques. Guarde as receitas. Ninguém gosta de comer nada sem sabor…

Por outro lado, se deseja que ele ou ela passe a comer legumes sem fazer fita, apresente-lhe os legumes todos os dias para que se habitue a vê-los. Se só os vir de vez em quando, é natural que faça sempre cara feia.

Convidar a comer e experimentar, servir, ajudar a comer são excelentes ideias para promover a autonomia na criança. Já ensinou a comer de faca e garfo? A fazer o movimento de juntar os talheres e encher o garfo? Vai ver que ao dar-lhe esse poder e autonomia ela vai querer repetir o gesto mais vezes. E pode começar a fazê-lo mal ela mostre que quer aprender. Aos 2 anos já estará pronto.
Se a criança não quiser comer, e depois de insistir, negoceie. Negoceie bem, sem chantagem ou humilhação.
‘Quando acabares de comer a sopa toda, podes passar para o prato principal.’
‘Ok, João Maria, eu sei que não gostas de feijoada, por isso, hoje, podes saltar para a fruta. Mal acabes de comer a sopa.’
E se ela não comer a sopa? Bom, a decisão foi dela e não sua. Mas se lhe vai dar a fruta mesmo que ela não coma a sopa, então não diga nada, não negoceie nada. Passe logo para essa parte.

Envolva o seu filho ou filha na escolha dos menus, na compra dos ingredientes, a fazer as refeições e a pôr a mesa. Mostre-lhe como se faz, como se escolhe um melão ou como se chamam os peixes. Vão colher flores para porem à mesa. Envolver e deixar fazer também!

Certamente gostaria de ler outra dica ou estratégia prática para aplicar, mas esta é tão válida como todas as outras. As crianças sentem quando estamos tensos. Já sabem que o momento da refeição pode ser de grande stress. Como poderão elas conseguir escutá-lo calmamente? Relaxe, por favor, porque quanto menor for a tensão à hora do jantar, mais disponível as crianças estarão para a escutar, para experimentar e cooperar, em vez de estarem concentradas em provar-lhe que não querem nem vão experimentar.

Magda Dias, autora do blog Mum's the Boss.